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Author Topic: Escreveste alguma coisa? Copy+paste para aqui! - Thread da Escrita Criativa  (Read 5864 times)
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Migas tê xis
bebé Jesus



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« on: December 03, 2008, 17:45:25 PM »

  Possesso

  Quando morrer estarei extinto. Uma árvore tombará em chamas, crepitando violentamente contra o final. Como sempre o fez, aliás. Sentirei um brusco e momentâneo estorvo, pouco mais. E agora apetece-me comer morangos, pedaços escarlates de morangos sem açúcar para sentir o ácido na boca e me arrepiar, e vou fazê-lo!
  No corredor fechei os olhos, sentindo a luz a piscar frenética sem agradar. Não foi como eu esperava e isso chateia-me, não me deixam controlar a vida como pretendo e põem-me vírgulas, a mim!, que tenho aversão a parar e a espaços entre os momentos, que quero realizar o que quero até não querer! A raiva indefinida destas paredes está em mim. Se escrevo com ela é porque me mata não o fazer. Dadas as mãos, fingimos ser um, mas odiamos-nos. Com a inspiração vem a raiva, ou vice-versa, ainda não sei. E nesta confusão pergunto-me, que pessoa poderia eu estar a manipular com os olhos e os sorrisos, isso que é tão bom? A esconder-lhe algo, deixá-la na dúvida, para depois inevitavelmente nos confundirmos. A questão irrita-me, como me irrita todo o planear, que é o acto mais alheio à realidade que alguém pode ter. Aparecem-me estes tiros no cérebro de vez em quando, que me impulsionam a mudar, a cortar umas partes e a trair algumas coisas. Disso gosto, é belo e necessário trair-me a mim próprio porque a vontade é tudo o que tenho de verdadeiro e a acção de real. O resto, até as outras pessoas e os outros sentimentos (especialmente os outros sentimentos das outras pessoas), é menor. Sem egoísmo próprio seríamos meramente instrumentos do egoísmo dos outros.
  Quem me dera não desejar, apenas agir. No entanto, no fundo do Homem está o sonho, e eu prometo para me sentir mal até o cumprir. E neste momento vou parar de escrever para deixar de não fazer nada, que já me sinto a derreter de ansiedade.
------------------------

Se calhar vou ser só eu a contribuir para aqui, pelo menos com algo sério, mas o que queria mesmo era ver textos de outras pessoas. Ou então críticas como apenas os connoisseurs do bazul podem dar.  laugh BTW, "pedaços escarlates" está correcto?

PS - http://DestesComoEuAoPequenoAlmoco.blogspot.com (sou o nº2 e por vezes o drogado)
« Last Edit: December 05, 2008, 06:18:43 AM by Migas tê xis » Logged

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« Reply #1 on: December 04, 2008, 12:30:50 PM »

O veneno invade-me.

19 de Outubro de 2008

Passeio pelas ruas negras de Massamá. Vultos, sombras, nada me mete medo. É a minha terra. Tais caminhos já foram abençoados pelos meus passos centenas de vezes. Sou imune e cuspo na cara da podridão humana. Penso. Penso em muita coisa. Na minha vida de adolescente, nos meus problemas, nos problemas dos outros. Nos agsnt, em tudo.

Penso em ti. Acolhe-me no teu colo. Ama-me.

- -

Lembras-te daqueles dias em que passeámos na praia de mãos dadas? Correndo alegremente, pisando a espuma cor de pérola. Lembras-te dos abraços que te dei?

...

- André... André... André... Acorda. - Dás-me um beijo na face, acaricias-me, perco-me nas tuas mãos. - Temos que ir André, está um dia óptimo, vamos amor!. - Ris-te.
Estamos na praia.

- André, vamos molhar os pés? Anda. Anda! - Dou-te a mão. Olho-te nos olhos e tento dizer-te o que não consigo com palavras. Amo-te. Eu amo-te. Deitas uma lágrima.

- Que se passa amor? - Estico a mão, quero limpar tal impureza, tal demonstração de sofrimento que corrompe o momento mais perfeito de que fomos abençoados. Vou-te a tocar a face. 2cm, 1cm, 5mm... Estou praticamente a sentir a tua pele.

Caio no vazio.

Acordo. Estou na rua cinzenta e fria de há 15 minutos. O meu braço está esticado no vazio. Olho para nada. Sozinho, de madrugada, a sonhar. A sonhar. Era isso, um sonho. A lágrima não era dela. Era minha. O veneno invade-me. O veneno da desilusão.

Penso em ti. Acolhe-me no teu colo. Ama-me.

Talvez um dia, talvez um dia...
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« Reply #2 on: December 04, 2008, 12:32:16 PM »

tenho muitos mas agora fica esse : )
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« Reply #3 on: December 04, 2008, 12:35:54 PM »

Bem-vindos ao raio que parta. Aquele lugar onde nos mandam, por estas ou outras palavras (mencionadas ou não no dicionário) muitas vezes na nossa vida, quando tentamos inovar. Fazer algo novo, o que há assim de tão mau nisso? (Nota mental: Perguntar a alguém de mente fechada isto).
E nós aqui nos reunimos, no raio que o parta, a fazer o que eles não querem... Dar algo de nós, mostrarmo-nos de alguma maneira, dizer este sou eu e esta é a minha criação. Há algo do nosso sangue nesta tinta, nisto que veio de mim para o mundo, diferente de tudo o que já foi feito... Inovar.
Inovar, infelizmente, está-nos no sangue, e partilhamos com quem queira. Se não gritarmos o que sentimos ao mundo, como vai ele saber o que nós sentimos? Não somos autómatos.
Eles são autómatos. Eles que nos mandam ao raio que o parta, de alguma maneira. Eles que não inovam, que têm medo, que não sonham. Não. É o que se ouve quando se tenta inovar. Portas a fechar.
Mas quem sonha não desiste. Ninguém gosta de ver um filho seu desaparecer. De alguma maneira é isto que isto é. Todos querem o melhor possível para os seus filhos. Por isso se luta contra este mar de não e de portas a fechar e de vai para o raio que parta.
Estás no raio que o parta? Bem-vindo ao clube. Vê então o que os teus colegas escreveram, pintaram, fotografaram, criaram, inovaram. És livre de te juntares a nós. Não te encontras nesse lugar? Ainda vais a tempo! Põe de lado a incredulidade e abre o espirito. Contagia-te. Vais ver que o raio que parta não é tão mau como parece.
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« Reply #4 on: December 05, 2008, 06:23:01 AM »

O veneno invade-me.

19 de Outubro de 2008

Passeio pelas ruas negras de Massamá. Vultos, sombras, nada me mete medo. É a minha terra. Tais caminhos já foram abençoados pelos meus passos centenas de vezes. Sou imune e cuspo na cara da podridão humana. Penso. Penso em muita coisa. Na minha vida de adolescente, nos meus problemas, nos problemas dos outros. Nos agsnt, em tudo.

Penso em ti. Acolhe-me no teu colo. Ama-me.

- -

Lembras-te daqueles dias em que passeámos na praia de mãos dadas? Correndo alegremente, pisando a espuma cor de pérola. Lembras-te dos abraços que te dei?

...

- André... André... André... Acorda. - Dás-me um beijo na face, acaricias-me, perco-me nas tuas mãos. - Temos que ir André, está um dia óptimo, vamos amor!. - Ris-te.
Estamos na praia.

- André, vamos molhar os pés? Anda. Anda! - Dou-te a mão. Olho-te nos olhos e tento dizer-te o que não consigo com palavras. Amo-te. Eu amo-te. Deitas uma lágrima.

- Que se passa amor? - Estico a mão, quero limpar tal impureza, tal demonstração de sofrimento que corrompe o momento mais perfeito de que fomos abençoados. Vou-te a tocar a face. 2cm, 1cm, 5mm... Estou praticamente a sentir a tua pele.

Caio no vazio.

Acordo. Estou na rua cinzenta e fria de há 15 minutos. O meu braço está esticado no vazio. Olho para nada. Sozinho, de madrugada, a sonhar. A sonhar. Era isso, um sonho. A lágrima não era dela. Era minha. O veneno invade-me. O veneno da desilusão.

Penso em ti. Acolhe-me no teu colo. Ama-me.

Talvez um dia, talvez um dia...

 cry

Bem-vindos ao raio que parta. Aquele lugar onde nos mandam, por estas ou outras palavras (mencionadas ou não no dicionário) muitas vezes na nossa vida, quando tentamos inovar. Fazer algo novo, o que há assim de tão mau nisso? (Nota mental: Perguntar a alguém de mente fechada isto).
E nós aqui nos reunimos, no raio que o parta, a fazer o que eles não querem... Dar algo de nós, mostrarmo-nos de alguma maneira, dizer este sou eu e esta é a minha criação. Há algo do nosso sangue nesta tinta, nisto que veio de mim para o mundo, diferente de tudo o que já foi feito... Inovar.
Inovar, infelizmente, está-nos no sangue, e partilhamos com quem queira. Se não gritarmos o que sentimos ao mundo, como vai ele saber o que nós sentimos? Não somos autómatos.
Eles são autómatos. Eles que nos mandam ao raio que o parta, de alguma maneira. Eles que não inovam, que têm medo, que não sonham. Não. É o que se ouve quando se tenta inovar. Portas a fechar.
Mas quem sonha não desiste. Ninguém gosta de ver um filho seu desaparecer. De alguma maneira é isto que isto é. Todos querem o melhor possível para os seus filhos. Por isso se luta contra este mar de não e de portas a fechar e de vai para o raio que parta.
Estás no raio que o parta? Bem-vindo ao clube. Vê então o que os teus colegas escreveram, pintaram, fotografaram, criaram, inovaram. És livre de te juntares a nós. Não te encontras nesse lugar? Ainda vais a tempo! Põe de lado a incredulidade e abre o espirito. Contagia-te. Vais ver que o raio que parta não é tão mau como parece.

 cheesy
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« Reply #5 on: December 05, 2008, 06:27:52 AM »

É um bocado difícil mostrar a desconhecidos os nossos textos, se tiverem sido escritos com vontade, e parece ser o caso destes, por isso obrigado pelas contribuições :D
Esta thread bem se podia chamar "o raio que parta"
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Migas tê xis
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« Reply #6 on: December 05, 2008, 06:28:40 AM »

Kuikes e o meu?
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kuikes
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« Reply #7 on: December 05, 2008, 06:42:08 AM »

Kuikes e o meu?

o teu engloba mais temas, ou mais "caminhos" para dar origem a um tema como conclusão da tua ideia. o suficiente para ficar  cheesycry e , seja concordando, revendo-se na ideia mais triste ou mesmo não entendendo o que queiras dizer. mas acaba por ter um pingo de verdade no meio. não tem apenas uma maneira de interpretar e não pode ser lido apenas uma vez. é preciso ler e reler caso uma pessoa se perca no meio das ideias que tentas passar. comprometes-te a ser tu próprio, prometendo que não te deixarás influenciar por nada senão a tua mera vontade perante cada instante.

resumo? gosto.
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« Reply #8 on: December 07, 2008, 19:26:08 PM »

Kuikes e o meu?
comprometes-te a ser tu próprio, prometendo que não te deixarás influenciar por nada senão a tua mera vontade perante cada instante.
Smiley
"eu" não, aquela pessoa. eu não sou assim, pelo menos constantemente.

um dos meus textos preferidos do blog:

Penso rápido

Não penses. Pensar entorpece o impulso. O racional está a destruir-me, aposto que se passa o mesmo contigo. Pensar é a forma permitida de invocar demónios. Pensar é a forma estratégica de esconder sentimentos. Pensar é uma desculpa. O pensamento, esse pensamento, canalizador de diálogos. O que impede que o sangue corra. O que impede a velocidade. Não nos permite evoluir, não nos permite retroceder. Enforca-nos no limbo que pensamos ser a saída ou a conclusão. Mas não passa de um triste e insersível estado de melancolia. Sou feliz a pensar? És feliz a pensar? Gostas demasiado de ti para deixares de pensar. Não vives sem ti. Não pensas sem ti. Refugias a tristeza de teres a sorte azarada de pensar num vício ou escape. A melhor forma de seres tu. Tu não és o que pensas. Eu, pelo menos, não sou.
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GabMan
Na verdade sou um idiota, tenho é bastante agilidade
Cenourinha



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« Reply #9 on: December 07, 2008, 19:41:25 PM »

Eu até punha aqui um poema que escrevi a uma amiga quando estava bêbado com seis sílabas métricas por estrofe ( se estivesse sóbrio não era capaz de tal ), mas é demasiado curto e estúpido
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A postar em directo da cozinha.
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« Reply #10 on: December 07, 2008, 20:01:59 PM »

Eu até punha aqui um poema que escrevi a uma amiga quando estava bêbado com seis sílabas métricas por estrofe ( se estivesse sóbrio não era capaz de tal ), mas é demasiado curto e estúpido

pm me please  cheesy
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« Reply #11 on: December 07, 2008, 20:13:37 PM »

Eu até punha aqui um poema que escrevi a uma amiga quando estava bêbado com seis sílabas métricas por estrofe ( se estivesse sóbrio não era capaz de tal ), mas é demasiado curto e estúpido
contribuías para a thread se o pusesses aqui, e nós não nos importamos nada caso o poema seja mau. com "nós" quero dizer apenas "eu" Sad
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« Reply #12 on: December 08, 2008, 06:34:02 AM »

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« Reply #13 on: December 08, 2008, 16:08:50 PM »

Quote
El Grande Atún Ramirez diz:
Queres o poema?
k u i k e s diz:
amanda
El Grande Atún Ramirez diz:
É só uma estrofe
El Grande Atún Ramirez diz:
Não te rias
k u i k e s diz:
epá, ya
El Grande Atún Ramirez diz:
Oh ********.
Está bem, a solidão
É este o meu fado.
Agora ignoras-me
Mas eu não vou dormir
El Grande Atún Ramirez diz:

El Grande Atún Ramirez diz:
Ela estava sem dinheiro
El Grande Atún Ramirez diz:

k u i k e s diz:
epá
k u i k e s diz:
pronto
k u i k e s diz:
tu gostas dessa dhama soç?
El Grande Atún Ramirez diz:
Contei mal as sílabas
El Grande Atún Ramirez diz:
lol
El Grande Atún Ramirez diz:
É minha amiga
El Grande Atún Ramirez diz:


...

k u i k e s diz:
btw,
k u i k e s diz:
eu escrevia coisas pipis demais
k u i k e s diz:
mas agora abri os olhos e fodeu-se,
El Grande Atún Ramirez diz:
Lembras-me agora um peoma de pessoa
El Grande Atún Ramirez diz:
Não é de pessoa, de um dos heterónimos
El Grande Atún Ramirez diz:
ricardo reis, possivelmente
El Grande Atún Ramirez diz:
ou o outro
El Grande Atún Ramirez diz:
não sei
El Grande Atún Ramirez diz:
As cartas de amor são ridículas
El Grande Atún Ramirez diz:
Se não fossem ridículas nã seriam cartas de amor
El Grande Atún Ramirez diz:
etc
El Grande Atún Ramirez diz:
lol
k u i k e s diz:
concordo
k u i k e s diz:
mas, depois de certas e determinadas acções
k u i k e s diz:
quando as coisas acabam e olhas para trás
k u i k e s diz:
vês que tavas num estado que não normal
El Grande Atún Ramirez diz:
Sei o que é isso
k u i k e s diz:
quiçá, um estado áureo, que no presente não tá cabido de 100% de sentido
El Grande Atún Ramirez diz:
Áureo
k u i k e s diz:
sim, não aéreo
El Grande Atún Ramirez diz:
sim, faz sentido
k u i k e s diz:
apesar de "aéreo" também fazer sentido


"Sem ti nada faz sentido. Não faz sentido olhar para o céu e ver as estrelas, não faz sentido sentir o vento a bater-me na cara, não faz sentido

ouvir a água cair. Nada faz sentido. Quero fechar os olhos, beijar-te e perder-me no teu corpo, quente, doce, suave...

Parece que o tempo pára, é uma dimensão onde nada mais existe, só eu, só tu, só nós. Ali ficamos, os dois, no nosso refúgio onde não quero nada

mais além de ti. Preenche-me com o teu encanto, abraça-me junto de ti.

Não quero acordar desta dimensão. Não quero mais acordar. Sonhos atrevidos aparecem, sinto o fogo, o fogo da nossa paixão. Ai como o nosso

mundo gira, rodopia até mais não, mas,na verdade, nada importa pois estou contigo. Estou com tudo. Tudo e apenas tudo... Tu.

A magia continua onde anseio por um beijo teu. Mata-me de amor, só teu, só nosso. Sei que existe, sinto, paro, avanço e acredito..."


Como disse, agora abri os olhos e foeu-se. Agora tudo tem sentido, aliás, parece que ainda mais sentido. 

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"Super Indie Girl, who is on a mission to destroy every band as soon as 100 people have heard of them."
4º Pastorinho, lol
Scruffy is such a poseur. I hate that guy.
naçi


★ ★ ★ ★ ★


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« Reply #14 on: December 09, 2008, 13:43:44 PM »

<3
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Cristiano Rodrigues
I think I lost my headache
Cabeça de Pénis


O Cebolão


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« Reply #15 on: December 10, 2008, 07:52:52 AM »

Apetites

Apetece-me... Dizer que sei como são feitas as salsichas. Mas aí estaria a mentir. Estaria a enganar quem lê isto. E se é possível enganar sempre algumas pessoas , e enganar toda a gente durante algum tempo, é impossível enganar sempre toda a gente . E para quê enganar, quando se pode ser temido? É sempre mais fácil ser-se temido do que amado. E ser-se amado é para amadores. E de amadores está a Amadora cheia. Quem estão cheios também, são os jogadores do Estrela. Cheios de não receber.


http://melhormaneira.blogspot.com/
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Genzo Wakabayashi
mas podem-me tratar por ginjas
sardinha de corrida



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« Reply #16 on: December 13, 2008, 09:36:14 AM »

Este post foi realmente editado, resto de boa continuação. police
« Last Edit: July 13, 2009, 22:09:07 PM by Genzo Wakabayashi » Logged
PsychoTroll
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« Reply #17 on: December 14, 2008, 06:06:26 AM »

Quote
... Parecemos uns cães de Pavlov, ensalivados por cada mentira, iludidos por sinos que não são angelicais, que falseiam a verdade, seja ela qual for; sinos que representam testes, testes que são imitações de beijos, e tudo sem prazer, apenas ilusões. Acabamos sempre nas mãos de alguém, servo doutros ainda, como cobaias duma experiência interminável, mas - para alguns - duma solenidade verdadeira; acabamos, sim, por ser vítimas de tudo, e tudo virá, excepto a ablução necessária..
« Last Edit: December 14, 2008, 06:08:27 AM by PsychoTroll » Logged
clolne
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« Reply #18 on: December 14, 2008, 10:13:11 AM »

Quote
Não quero viver num mundo sem catedrais. Preciso da sua beleza. Preciso delas contra a vulgaridade no mundo. Quero deixar cegar-me pelos seus vitrais. Preciso do seu esplendor. Preciso do seu silêncio imperioso. Preciso dele contra a berraria que se faz sentir na caserna. Quero escutar o eco do órgão que se faz sentir, essa inundação de sons sobrenaturais. Quero ler as poderosas palavras da Bíblia. Preciso da força irreal da sua poesia. Um mundo sem estas coisas seria um mundo ainda mais desinteressante no qual gostava menos de viver.
 E, no entanto, existe um outro mundo no qual não gostaria de estar. Um mundo onde o corpo e o pensar independente são condenados e onde coisas que fazem parte do melhor que podemos experimentar são estigmatizadas como pecados. O mundo em que nos é exigido amar os tiranos, assassinos traiçoeiros. Entre todas as afrontas que do alto foram lançadas ás pessoas, uma das mais absurdas é, sem dúvida, a exigência de perdoar e até amar essas criaturas. Mesmo se alguém o conseguisse isso significaria uma falsidade sem igual e um esforço desumano. Esse mandamento do amor para com o inimigo serve apenas para quebrar as pessoas, para lhes roubar a coragem e toda a confiança em si próprias, e para as tornar maleáveis nas mãos dos tiranos.
 Eu admiro a palavra de Deus, pois gosto da sua força poética. Eu abomino a palavra de Deus, pois odeio a sua crueldade. Tomemos como exemplo as palavras que Ele teve para com Abraão. Exigiu-lhe que sacrificasse o seu próprio filho, como se dum animal se tratasse. O que fazer com a nossa ira quando lemos isso? O que pensar de tal Deus? Um Deus que acusa Job de disputar com ele quando nada sabe e quando nada entende? Quem foi que o criou assim? E porque é menos injusto quando Deus lança, sem qualquer motivo, alguém para a desgraça do que quando é um comum mortal a fazê-lo?
 A poesia da Palavra divina é tão avassaladora que tudo silencia. Toda e qualquer contestação acaba reduzida a um lastimável ladrar.
 Como é que podemos ser felizes sem a curiosidade, sem perguntas, dúvidas e argumentos? Sem o PRAZER de pensar? O escravo acorrentado num porão está preso, mas pode pensar o que quiser. Porém, o que Ele, o vosso ( nosso?) Deus nos impõe, é que interiorizemos com o nosso próprio esforço a nossa própria servidão e que ainda por cima o façamos com alegria e livre vontade. Na sua omnipresença, o Senhor é alguém que, de dia e noite,nos observa, a cada hora, cada minuto, cada segundo. Regista as nossas acções e pensamentos. Nunca nos permite um momento em que possamos estar sós connosco próprios. Mas o que é um ser humano sem segredos? Sem pensamentos e desejos que só ele conhece?
 Todos os torcionários o sabem bem. Não deixar dormir, não apagar a luz, não o deixar sozinho. Torturas. Torturas que nos tiram o sono e sossego, que nos impossibilitam de estarmos a sós connosco próprios. Para acabar por falar. Tamanha tortura rouba-nos a alma. Será que Deus não percebe que com a sua desenfreada curiosidade nos rouba a alma, uma alma que ainda por cima se quer imortal?
 Um sentimento não é idêntico quando surge pela segunda vez. Ele tinge-se de nuances devido á percepção que o rodeia.
 É a morte que concede ao tempo a sua beleza e o seu pavor. É ela que faz do tempo um tempo vivo. Para quê a imortalidade? Porque razão o Senhor, omnisciente, não sabe disso? Porque nos ameaça com uma imortalidade que só poderia significar um vazio insuportável?
 Não quero viver num mundo sem catedrais. Preciso das orações e do seu silêncio imperioso. Do seu orgão. De tudo isso preciso. Mas não menos preciso do combate ao que avalio como cruel e da minha liberdade. Porque uma coisa não é nada sem a outra.

 E que ninguém me obrigue a escolher.


Texto Adaptado por Laín Coubert, original em " Comboio Nocturno Para Lisboa ", pág.170
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« Reply #19 on: December 14, 2008, 10:14:50 AM »

Quote
Olhei para o espelho da casa de banho que costumo utilizar todos os dias mas não me via a mim. Via o meu corpo esbelto, via a minha cara morena e borbulhenta, via o meu nariz grande, os olhos de um vazio acastanhado. Via o corpo que me pertence, mas não me via a mim.

Onde estava eu, afinal? A minha alma sumira com os vapores da água? Flutuara e perdera-se no mundo quântico? Estava ali, mas sentia-me um estranho, como se tivesse possuído ( não no sentido carnal ) algum corpo. Sentia um coração que dizia-me com toda a sua força que não era meu. Sou o quê afinal?

Este corpo não sou de certeza. Também não sou Amadeu Mello de Guedes Carax, a identidade que me deram desde a minha existência física, uma catalogação disfarçada levada a cabo para um "bem" maior. Autênticos rebanhos. Não, não sou a persona que está presente num papel plastificado. Sou algo mais, afinal aquilo é só um papel amarelado, um entre tantos. Como é que um papel pode comandar a minha vida?

Olhei em volta. Depois de tanto pensar acordara do transe leviano que me tinha atingido e olhei a figura que estava no espelho. Era eu outra vez. Era o meu corpo outra vez. A alma escapara-me e fora aliciada a esconder-se num pedaço de papel e plástico mas eu neguei-me a ficar vazio para sempre e agarrei-a, puxei-a e fi-la minha outra vez. O corpo é meu, mas um corpo sem alma não vale nada.

Pena tenho daqueles que corroem todo o seu interior, pedaços de carne ambulantes desprovidos de humanização.


Amadeu Carax ( ou talvez não ), um pseudónimo de entre muitos duma sociedade julgada perfeita, com defeitos salientes e que só se escondem perante quem assim o quer,

Uma ameaça ambulante, sem corpo e armada até aos dentes com olhos de verdadeiro ver.
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clolne
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« Reply #20 on: December 14, 2008, 10:15:36 AM »

Quote
O Mundo.
O que é o Mundo?

Não duvido que haja 1001 explicações diferentes sobre o que é o Mundo.

Mas, o que será realmente o Mundo?
Para mim, o Mundo é Eu e Tu. Para mim, Eu sou Tu. Para mim, somos um Todo.
Eu sou Tu, Tu és Eu... Eu sou Terra e Céu ao mesmo tempo, NÓS somos Terra e Céu ao mesmo tempo!
O Mundo, lugar maravilhoso!
O Mundo, esse Ser Vivo. O Mundo, esse Corpo Gigantesco composto por "Células".
"Células" do Mundo: Tudo o que o Constitui - Eu, Vocês, um cão, uma árvore.
Em conjunto NÓS somos o Mundo, um ser vivo que respira, come, mija, caga, suja-se, fere-se.

SINTAM a sensação de Pertença.

Para a próxima vez que arrancarem um ramo, para a próxima vez que deitarem uma lata de Coca-Cola para o chão ou mesmo para a próxima vez que não fecharem a torneira ao lavar os dentes pensem:

Eu estou a Destruir-me.
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Isengard
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O touro alentejano.


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« Reply #21 on: December 21, 2008, 21:27:13 PM »

só tenho merdas lamechas e para além disso não estão registadas na SPA
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« Reply #22 on: December 26, 2008, 07:49:45 AM »

Quote
... Parecemos uns cães de Pavlov, ensalivados por cada mentira, iludidos por sinos que não são angelicais, que falseiam a verdade, seja ela qual for; sinos que representam testes, testes que são imitações de beijos, e tudo sem prazer, apenas ilusões. Acabamos sempre nas mãos de alguém, servo doutros ainda, como cobaias duma experiência interminável, mas - para alguns - duma solenidade verdadeira; acabamos, sim, por ser vítimas de tudo, e tudo virá, excepto a ablução necessária..



Quote
Olhei para o espelho da casa de banho que costumo utilizar todos os dias mas não me via a mim. Via o meu corpo esbelto, via a minha cara morena e borbulhenta, via o meu nariz grande, os olhos de um vazio acastanhado. Via o corpo que me pertence, mas não me via a mim.

Onde estava eu, afinal? A minha alma sumira com os vapores da água? Flutuara e perdera-se no mundo quântico? Estava ali, mas sentia-me um estranho, como se tivesse possuído ( não no sentido carnal ) algum corpo. Sentia um coração que dizia-me com toda a sua força que não era meu. Sou o quê afinal?

Este corpo não sou de certeza. Também não sou Amadeu Mello de Guedes Carax, a identidade que me deram desde a minha existência física, uma catalogação disfarçada levada a cabo para um "bem" maior. Autênticos rebanhos. Não, não sou a persona que está presente num papel plastificado. Sou algo mais, afinal aquilo é só um papel amarelado, um entre tantos. Como é que um papel pode comandar a minha vida?

Olhei em volta. Depois de tanto pensar acordara do transe leviano que me tinha atingido e olhei a figura que estava no espelho. Era eu outra vez. Era o meu corpo outra vez. A alma escapara-me e fora aliciada a esconder-se num pedaço de papel e plástico mas eu neguei-me a ficar vazio para sempre e agarrei-a, puxei-a e fi-la minha outra vez. O corpo é meu, mas um corpo sem alma não vale nada.

Pena tenho daqueles que corroem todo o seu interior, pedaços de carne ambulantes desprovidos de humanização.


Amadeu Carax ( ou talvez não ), um pseudónimo de entre muitos duma sociedade julgada perfeita, com defeitos salientes e que só se escondem perante quem assim o quer,

Uma ameaça ambulante, sem corpo e armada até aos dentes com olhos de verdadeiro ver.

Adorei estes dois textos. PsychoTroll, mostra-nos mais, vá lá!
Também gostava de ver os feitos que o Amadeu Carax promete.

Isengard tás a ser mariquinhas. Lol.
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Migas tê xis
bebé Jesus



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« Reply #23 on: December 26, 2008, 08:15:59 AM »

Um texto que eu fiz antes, porque ninguém posta há algum tempo aqui:

Depende do tribunal

"O que é uma pessoa?..." Sentado num banco, rodeado por paredes, abriu o jornal sem se dar conta de que estava a filosofar. Por acaso calhou no obituário, e, por baixo de um espaço em branco reservado para alguém que se esquecera de morrer ou que possivelmente ainda não o soubesse, estava uma amizade sua. A sua primeira reacção foi voltar-se para trás como que repugnado, a seguir foi olhar para as paredes para ver se entre elas não estava mais ninguém. "Sozinho.". Logo depois relaxou o aparato, já previa a sua morte há muito tempo. "Apenas não esperava achá-la no jornal. Ainda por cima num jornal de segunda, papel barato.".
Mas ele nunca compra o jornal, tirando aos sábados, em que sai o "Inimigo Público", nunca lê obituários e sabia muito bem que aquela amizade civil , grande e anónima nunca teria honras de um jornal famoso. No entanto, isto eu sei, estava a actuar como se fosse daqueles que o compram todos os dias desde os 14. Leu a data do funeral: duraria toda a semana. "É justo, a morte foi lenta e faseada. Deus queira que não seja de caixão aberto. Ainda ia vomitar com aquele cheiro todo a estragado, já para não falar da vergonha que seria toda a gente a ver lá por dentro as nossas partes íntimas ou que raio é aquilo agora... Partes íntimas com bolor, nem sei como isso me faz sentir! Os olhos em desespero embalsamados em tretas, e no funeral, com a outra pessoa, os nossos olhares a darem um cheirinho a recordações culposas (por serem tão boas?), tudo à vista dos outros todos, todos a saberem que somos ambos assassinos de uma amizade. Se for caixão aberto não vou, não dá para manter as aparências." Ficara nervoso, mas ligou a TV e voltou a estar-se a cagar passados dez minutos. O raciocínio inicial de "O que é uma pessoa?" tinha agora passado para o mais sincero "Uma pessoa é o que ela faz. O que é que nós fizemos?", e ganhara agora a sua atenção consciente. Mas porque é que ele não se importava e continuava a pensar nisso? Antes da revelação, decidiu enganar-se a si próprio e reviver a morte como se isso quisesse dizer que se importava. Lembrava-se de tudo, não se arrependia de nada... "risos que se esvaneciam... sensações temporárias dum aconchego permanente... passado um pouco, uma rotina que a tornava num mero brinquedo.. e o momento em que passamos a ver que estava doente, que se mexia só com uma perna, que precisava que lhe levássemos a papa à boca... decidimos os dois matá-la, não foi? Em honra ao que ainda sobrava." Ele só queria era estar em paz, egoísta. Não suportava suspeitar de si mesmo.
Achava ele que a culpa não era sua, que não eram criminosos. Que lhe dava pena, que fora sinceridade mútua e não preguiça de empenho, que fora um favor e não um assassínio silencioso. Que não tinha sido tanto matar como deixar morrer. Fora o vento, fora o alinhamento de Júpiter com Saturno, foram dominós a caírem uns nos outros, e não eles, eles foram excelentes, não havia nada a fazer. Eu, omnisciente, não sei...
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Paulo
Diarreia Crónica Com Pedacinhos de Gelado Baskin Robbins


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« Reply #24 on: January 01, 2009, 15:46:21 PM »


meu.......... tou a olhar para esta merda há 10 miiutos
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xupa_a_rôla
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« Reply #25 on: January 19, 2009, 13:41:07 PM »

http://i36.tinypic.com/a5gwu9.gif
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Olha, eu a mandar o pessoal do QI abaixo da média de volta para a Patareca da mãe deles!

<a href="http://bivratingthing.com.sapo.pt/flash/voltaa.swf" target="_blank">http://bivratingthing.com.sapo.pt/flash/voltaa.swf</a>
silvered
Fã da Maddie nº1


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« Reply #26 on: February 07, 2009, 10:45:12 AM »

Assim que entro na carruagem, percorro-a de lés a lés com o olhar. Não há um único sinal da tua presença...

(...)

Vou a descer as escadas quando alguém me toca. Encho-me de esperança, o meu ritmo cardíaco começa a acelerar e a acelerar a minha respiração começa.
Penso que és tu, relembro-me do teu lindo sorriso de ontem e desejo que o repitas agora... Mas continuas a andar, ignoras-me!
Sinto um misto de tristeza e alivio ao saber que afinal não me ignoraste: não foste tu que me tocaste, não foste tu que passaste por mim, não eras tu.

 yay
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Isengard
Chaotic Good
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O touro alentejano.


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« Reply #27 on: February 07, 2009, 13:26:01 PM »

Toma lá migas:

Os dedos que tocam as cordas
da guitarra que me faz chorar,
são os dedos que me lembro de ti.
Da noite em que me perdi no sonho,
da noite em que te perdi a ti.

« Last Edit: February 07, 2009, 16:39:28 PM by Isengard » Logged

                   
Luque
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« Reply #28 on: February 26, 2009, 16:55:20 PM »

Hoje morro e volto a renascer
Sou fénix de esgotos e sub-mundos...
embebido em sangue de corvos volto a ver
a merda rejeitada por desejos imundos.

Nos meus lábios trago carne dissecada
desse meu prazer onírico, que te ofereço...
faço-te esse teu ramo com uma rosa molhada,
dá-me tu essa língua e só isso te peço!

Talvez não voltarei, sabe-me tão bem
a podridão de um solo a seis palmos
da pureza infernal que me suga os espasmos!

Talvez voltarei, se te convém
a languidão deste ser de pesadelos calmos...
que te faz gritar com a força de mil orgasmos!
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Pah népia, se me vires na street não vou largar os meus phones pra falar contigo, sempre a djillar o meu som.. d^.^b - Sabezz <3
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« Reply #29 on: March 25, 2009, 16:07:34 PM »

Respira... Respiro. Fundo... Agora pára. Faz uma pausa. Agarra-me e leva-me para longe. Não muito longe, apenas longe. Caminho atrás de ti, mas não te vejo. Não vejo muito mais que um manto de flores. Flores com cores. Flores às corzinhas. Cores que nos hipnotizam ao mesmo tempo que nos levam para outro mundo. Tira uma. Não posso. Podes sim, para que nunca te esqueças que cá estiveste. Chego à conclusão que apenas saberia onde estava se decorasse as sequências das cores das flores. Contei. Uma, duas, três, quarto. A minha quinta flor tinha algo de errado. Se calhar tinha encontrado a minha referência. Sim. Aquela árvore é a minha referência. Sempre que sentir a tua falta, para lá hei de ir. Ganho coragem, encho os pulmões e dou um passo. Um grande passo. Um passo de mudar o mundo! Porque... Quero mudar o mundo! Como? O mundo é tão grande! Não me interessa... Quero mudar o mundo, nem que o mundo seja só a minha rua. Mas quero que me amem... Que me ames... Assim... Perdidamente...
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Se a estupidez doesse, estavamos todos a contorcer-nos em dor, mas o bush estaria em coma!
Luque
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« Reply #30 on: March 26, 2009, 23:16:53 PM »

 yay
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« Reply #31 on: March 26, 2009, 23:24:17 PM »

yay
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na internet sou campeão, mas a sério sou um cagão
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« Reply #32 on: March 30, 2009, 22:39:02 PM »

Cansado. Estou cansado e não durmo por isso. Durmo menos, estou cansado, mas só fico parado. Não faço nada para estar cansado, muito menos faço enquanto não durmo. Simplesmente fico cansado, deitado e não durmo. Quero dormir, estou magro, mas acordo sempre. Penso em vez de dormir. Pensava. Agora em vez de dormir fico a evitar pensar. Em vez de dormir para não pensar acordo só para pensar que não posso pensar. Penso em não pensar em ti. É o que faço quando não durmo.
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                                                                                                                                                                cry
  ???no chupa-mos flamam melhor desculpa la



já agora, ó villar caralho... pq é que és deus no bazul? qual é a história?
Luque
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« Reply #33 on: March 30, 2009, 23:19:04 PM »

Cansado. Estou cansado e não durmo por isso. Durmo menos, estou cansado, mas só fico parado. Não faço nada para estar cansado, muito menos faço enquanto não durmo. Simplesmente fico cansado, deitado e não durmo. Quero dormir, estou magro, mas acordo sempre. Penso em vez de dormir. Pensava. Agora em vez de dormir fico a evitar pensar. Em vez de dormir para não pensar acordo só para pensar que não posso pensar. Penso em não pensar em ti. É o que faço quando não durmo.

De ínicio as aliterações parece que vão dar merda, mas gosto da parte final, as últimas duas frases. 
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« Reply #34 on: March 30, 2009, 23:25:35 PM »

Perdoem-me os traços tortos que escrevi em folhas brancas, porque hoje não me quero vir embora. E é a hora, sobretudo a hora que salienta estes traços e me fascina porque os traços contrastam e eu não. Não vou voltar atrás com aquilo que escrevo, recuso-me a apagar o que está feito, porque ao menos olho para esses olhos e me refugio e aprendo e luto e sonho e toco e mato e canto e volto a escrever nestes traços tortos o ciclo vicioso do ser soturno que não sei ser...
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stanis
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« Reply #35 on: March 31, 2009, 15:36:24 PM »

Cansado. Estou cansado e não durmo por isso. Durmo menos, estou cansado, mas só fico parado. Não faço nada para estar cansado, muito menos faço enquanto não durmo. Simplesmente fico cansado, deitado e não durmo. Quero dormir, estou magro, mas acordo sempre. Penso em vez de dormir. Pensava. Agora em vez de dormir fico a evitar pensar. Em vez de dormir para não pensar acordo só para pensar que não posso pensar. Penso em não pensar em ti. É o que faço quando não durmo.

De ínicio as aliterações parece que vão dar merda, mas gosto da parte final, as últimas duas frases. 
Não escrevi pela estética nem pensei muito nisso, li isto e pensei, escrevi, ia-me na alma lol
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                                                                                                                                                                cry
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« Reply #36 on: March 31, 2009, 20:02:57 PM »

Cansado. Estou cansado e não durmo por isso. Durmo menos, estou cansado, mas só fico parado. Não faço nada para estar cansado, muito menos faço enquanto não durmo. Simplesmente fico cansado, deitado e não durmo. Quero dormir, estou magro, mas acordo sempre. Penso em vez de dormir. Pensava. Agora em vez de dormir fico a evitar pensar. Em vez de dormir para não pensar acordo só para pensar que não posso pensar. Penso em não pensar em ti. É o que faço quando não durmo.

De ínicio as aliterações parece que vão dar merda, mas gosto da parte final, as últimas duas frases. 
Não escrevi pela estética nem pensei muito nisso, li isto e pensei, escrevi, ia-me na alma lol

lol ya, tentei fazer isso no texto que postei depois..escrita criativa é isso.

e eu fui meter um poema mais acima 
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clolne
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« Reply #37 on: March 31, 2009, 20:50:54 PM »

O Complexo das Coisas Simples

Suspiro. Arranco-te um beijo. As minhas mãos passeiam nas tuas coxas e cheiro o mel do teu cabelo. De olhos fechados vejo mais do que alguma vez sonhei. És tu que me fazes assim. Tenho medo de acordar, abrir os olhos e perceber que não és tu, tenho medo de estar a entregar-me a quem não quero, tenho medo de acabar sozinho mas acompanhado, tenho medo do medo, medo de tudo. Não quero que acabe. Fecho os olhos com mais força e entrelaço mais a minha língua na tua, juntos os nossos lábios, imagino outra pessoa e junto a tua cabeça ao meu peito. Sempre de olhos fechados, sempre a evitar o inevitável. Mantenho-te assim, abraço-te, ganho forças. Abro um olho, depois o outro. Estás lá. És tu. Finalmente, não é um sonho.
« Last Edit: March 31, 2009, 20:52:01 PM by clolne » Logged
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« Reply #38 on: March 31, 2009, 21:01:08 PM »

gostei...
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« Reply #39 on: March 31, 2009, 21:01:59 PM »

Sweet Sixteen

Um dia quero ser o que nunca fui. Experimentar o que nunca experimentei. Caminhar no desconhecido. O que digo? Quero aventurar-me e tomar riscos, fazer escolhas inseguro e aprender com os meus erros. O meu mar será o teu corpo e as minhas mãos os exploradores, os olhos as cartas náuticas e a boca sentirá o teu sabor, um doce salgado. Tu és assim, um paradoxo. Nós somos um paradoxo, somos o impossível. Queres saber a melhor? Existimos. Chega-te? Para mim sim.
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